Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis
19/05/2026
(Foto: Reprodução) Turp Transporte na cidade de Petrópolis
Rogério De Paula
Os rodoviários da empresa Turp seguem em greve pelo segundo dia consecutivo em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A paralisação afeta 93 linhas de ônibus na cidade nesta terça-feira (19).
Segundo a Polícia Militar, houve escolta para que ao menos três ônibus voltassem a circular durante a tarde. Trabalhadores afirmam ainda que pelo menos cinco rodoviários foram demitidos após o início da greve.
A nova paralisação ocorre menos de um mês depois de outra registrada em abril. Os funcionários reivindicam a regularização de direitos trabalhistas, como o pagamento do vale-alimentação que deveria ter sido depositado no dia 15 de maio, além de depósitos do FGTS e repasses do INSS.
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Rodoviários afirmam que a greve é uma forma de pressionar a empresa a cumprir as obrigações trabalhistas. Um dos trabalhadores disse que a categoria não reivindica reajuste salarial, mas o cumprimento de direitos básicos.
“Virou um círculo vicioso. A empresa faz isso para ganhar tempo. Não tem um órgão fiscalizador para ajudar a gente. Então o jeito de fazer as pessoas verem o que a gente está passando é dessa forma, paralisando para brigar pelos nossos direitos”, disse um trabalhador.
Outro rodoviário afirmou que a categoria não reivindica reajuste salarial.
“A gente levanta 3h, 4h da manhã todos os dias para estar ali levando os passageiros e não temos valor nenhum. Não estamos pedindo aumento nem nada. Estamos pedindo só que cumpram com os deveres deles, porque a gente cumpre com o nosso”, declarou.
Em meio à paralisação, a Turp publicou um anúncio oferecendo vagas temporárias para motoristas, com diária de R$ 250, além de R$ 30 para alimentação e pagamento em até 24 horas após o serviço.
Turp diz que pagamentos estão em dia
Em nota, a Turp afirmou que pessoas que “já não trabalham mais na empresa” estariam hostilizando profissionais e intimidando a retomada da operação. A Turp informou ainda que solicitou apoio policial para garantir a circulação dos ônibus, que considera serviço essencial.
A empresa disse também que a paralisação causa prejuízos financeiros e afeta passageiros que dependem do transporte público, como estudantes, profissionais da saúde, idosos e pacientes em tratamento médico.
A Turp afirmou que “todos os pagamentos estão devidamente quitados” e que as negociações relacionadas ao FGTS estão em andamento.
O Sindicato dos Rodoviários informou que mantém diálogo com a empresa e com a Prefeitura de Petrópolis para tentar solucionar os problemas enfrentados pela categoria. A entidade também disse que participará de uma audiência no Ministério Público do Trabalho na sexta-feira (22).
A CPTrans informou que notificou formalmente a Turp para que restabeleça a operação do transporte coletivo em Petrópolis. Segundo o órgão, a continuidade da paralisação pode resultar em sanções administrativas, como multa, intervenção no serviço e até a perda da concessão.