Polícia investiga ex-representante comercial e advogada por suposta fraude que causou prejuízo de R$ 2,5 milhões à indústria do agro
26/02/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil investiga esquema de falsificação de documentos e estelionato
A Polícia Civil fez buscas e apreensões nesta quinta-feira (26), por meio da “Operação Fluxo Oculto”, para investigar um suposto esquema de falsificação, estelionato e lavagem de dinheiro que gerou um prejuízo estimado em R$ 2,5 milhões a empresários. A investigação começou após uma indústria de commodities agrícolas denunciar que contratos estavam sendo firmados em seu nome sem autorização.
A operação teve ações ocorrendo simultaneamente em Palmas (TO) e em Balsas (MA). Segundo as investigações da Diretoria de Repressão ao Crime Organizado (Dracco) e da 1ª Deic de Palmas, o suposto esquema era liderado por um ex-representante comercial de 35 anos e contava com a participação de uma advogada de 30 anos.
Os nomes dos investigados não foram divulgados, por isso o g1 não conseguiu localizar a defesa deles.
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Segundo a polícia, há indícios de que o suposto esquema fazia uso de documentos com assinaturas contestadas, comunicações eletrônicas simuladas e estratégias de dissimulação patrimonial.
Entre os elementos investigados está um contrato de compra e venda de soja com indícios de assinatura irregular, além de cessões de crédito que podem ter facilitado o desvio de recursos. Empresas privadas também aparecem como destinatárias dos valores, incluindo uma pessoa jurídica ligada diretamente a uma das investigadas. O prejuízo é estimado em cerca de R$ 2,5 milhões.
Operação 'Fluxo Oculto' cumpriu mandados em Palmas e no Maranhão
Divulgação/SSPTO
A polícia identificou que os investigados adquiriram bens de alto valor, como imóveis e veículos de luxo, para ocultar a origem do dinheiro. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam, em Palmas, uma caminhonete avaliada em cerca de R$ 260 mil. Em Balsas (MA), foram apreendidos um veículo de menor porte e objetos de interesse para a investigação, em uma empresa citada no inquérito.
A Justiça também determinou o bloqueio de imóveis e a restrição de veículos vinculados aos suspeitos.
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O material apreendido, que inclui documentos e aparelhos eletrônicos, será submetido à perícia técnica. De acordo com o delegado Wanderson Chaves de Queiroz, responsável pelo caso, o objetivo agora é detalhar o caminho do dinheiro.
“O material será analisado para identificar a origem e o destino dos recursos, bem como esclarecer a participação de cada investigado na estrutura financeira apurada”, explicou.
Após a conclusão das perícias, o inquérito será enviado à Justiça.
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