Número de pequenas empresas abertas em 2025 foi o maior já registrado
24/01/2026
(Foto: Reprodução) Número de pequenas empresas abertas em 2025 foi o maior já registrado
O número de pequenas empresas abertas em 2025 foi o maior já registrado no Brasil.
Um recorde que se explica dando uma volta nas ruas de São Paulo. Nos pontos de parada dos motoboys, o Wellington está longe de ser o único. Ele virou microempreendedor individual pra formalizar um trabalho de mais de 15 anos.
"Pelos benefícios. Aposentadoria também. Se eu morrer os meus filhos ficam com a pensão também", diz Wellington Rodrigo, motoboy.
As atividades de transporte de cargas e envio de malotes estão entre as que mais tiveram novos registros. Serviços de ensino e ligados à beleza, como os salões, também continuam em alta.
Em 2025, quase 5 milhões de pequenos empreendedores abriram as portas ou saíram da informalidade. É um aumento de mais de 19% na comparação com 2024. Quase 1 milhão são microempresas - que têm limite de nove funcionários nas áreas de comércio e serviços e até dezenove na indústria. Mas quem puxa o crescimento são os Meis - foram mais de 3,8 milhões novos registros.
"Isso tem a ver com a geração de empregos, nós estamos vivendo aquilo que se chama quase pleno emprego, mas não tínhamos a opção de oferecer empregos formais para esta quantidade expressiva e essa parcela de homens e mulheres que aprenderam alguma atividade econômica, elas estão desenvolvendo esse espírito empreendedor, se formalizando e criando a sua renda e o seu próprio negócio", comenta Décio Lima, presidente nacional do Sebrae.
Na avaliação de economistas, esses números refletem principalmente as mudanças nas relações de trabalho dos últimos anos, com mais gente trabalhando por conta própria. São pessoas que agora têm buscado no registro como MEI um pouco mais de segurança.
"Precisa da formalização para poder emitir uma nota, para poder atender a algum cliente maior, talvez queira comprar e exija um comprovante fiscal, e até para outros benefícios que ela pode conseguir, às vezes, via um plano de saúde, uma formalização individual", explica Carlos Honorato, professor da FIA Business School.
A Bolinha é cliente de banho e tosa da Ana desde filhotinha. Mas faz pouco mais de um mês que ela tem sido atendida nesse espaço - o primeiro local próprio de trabalho da Ana. É a garagem da casa da mãe dela, que virou petshop e ao mesmo tempo lugar para fazer tranças e dar cursos. Ela já trabalhou como funcionária registrada e nos últimos anos estava na informalidade. Além do desejo de expandir o negócio, a preocupação com o futuro também pesou para ela se registrar como MEI.
"Eu tenho 47 anos, eu tenho que pensar na minha aposentadoria, no meu futuro. Claro que hoje eu ainda tenho gás e disposição. Mas e amanhã? Amanhã eu quero estar segura, então o microempreendedor me trouxe só vantagens", diz Ana Luz, trancista e tosadora.
Número de pequenas empresas abertas em 2025 foi o maior já registrado
Reprodução/TV Globo