Maranhenses tentam retornar ao Brasil após ficarem impedidos de sair do Catar devido a guerra no Oriente Médio

  • 04/03/2026
(Foto: Reprodução)
Maranhenses tentam retornar ao Brasil após ficarem impedidos de sair do Catar Um grupo de empresários, incluindo maranhenses, está no Catar desde o fim de semana, após o fechamento do aeroporto devido à guerra no Oriente Médio. O grupo, que fazia uma conexão em Doha, aguardava o retorno ao Brasil ou a continuidade da viagem com segurança. Entre eles, está a família de Norma, dona de uma loja no bairro João Paulo, em São Luís. Os produtos da loja são importados da China, e a família viaja pelo menos duas vezes por ano para negócios. Na primeira viagem de 2026, a família se deparou com o conflito. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Dois filhos de Norma, sobrinhos, irmãos e cunhados estão presos no Catar desde sábado, onde deveriam permanecer por apenas dois dias. Embora se comuniquem por chamadas de vídeo, a distância e a situação de risco geram tensão. Em uma conversa com sua filha Juliana, que está no Brasil, Norma relatou a dificuldade de se sentir segura. “A gente até consegue sair um pouco em volta do hotel. Tem um supermercado do lado, o que facilita. Mas nada mais que isso, pois é o que recomendam”, disse Juliana. O conflito no Oriente Médio envolve diretamente o Irã, os Estados Unidos e Israel, e teve início no último sábado, completando cinco dias de intensos bombardeios e mortes. A guerra afeta diretamente as rotas internacionais, com aeroportos de países na área do conflito fechados. A família de Norma está em um hotel no centro de Doha, a capital do Catar, com um grupo de 15 pessoas passando pela mesma situação. Em vídeo, é possível ver imagens impressionantes do conflito, com destroços e labaredas no céu. “Nunca imaginei passar por isso”, disse uma das integrantes do grupo. O grupo está aguardando contato da Embaixada do Brasil, que informou que está monitorando a situação e prestando assistência consular. A família ainda não sabe se será repatriada ou se continuará a viagem. O grupo está aguardando contato da Embaixada do Brasil, que informou que está monitorando a situação e prestando assistência consular. Reprodução/ TV Mirante As despesas de hospedagem e alimentação estão sendo arcadas pelo governo do Catar. Em São Luís, Norma vive com um misto de preocupação e fé de que a situação será resolvida. “É muito difícil. O pensamento está lá com eles o tempo todo”, afirmou ela, emocionada. O Ministério das Relações Exteriores, por meio das embaixadas brasileiras no Oriente Médio, está em contato com as comunidades brasileiras na região e continua a monitorar os acontecimentos. Ataque ao Irã Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã deste sábado. A ação deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido na ação. O governo americano afirmou ainda que os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança, informou a agência estatal iraniana Tasnim. Em pronunciamento, Netanyahu declarou que a ofensiva contra o Irã matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano. Segundo ele, "milhares de alvos" serão atacados nos próximos dias. O que se sabe do ataque de EUA e Israel: Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã. Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país. Exército israelense afirma ter atingido "centenas de alvos militares iranianos", incluindo lançadores de mísseis. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques israelenses, segundo três fontes ouvidas pela agência Reuters. O que se sabe sobre a retaliação do Irã: Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas. Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes — países que têm bases norte-americanas. Vários prédios residenciais foram atingidos no Bahrein, segundo o governo local. Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas. Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e pelos países do Golfo. 4 pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio, informa a agência Reuters.

FONTE: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2026/03/04/maranhenses-tentam-retornar-ao-brasil-apos-ficarem-impedidos-de-sair-do-catar-devido-a-guerra-no-oriente-medio.ghtml


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