Larissa Luz demole preconceitos raciais e sexuais de antigos Carnavais no tom inclusivo do single folião 'Marchona'

  • 27/01/2026
(Foto: Reprodução)
Larissa Luz lança o single 'Marchona' na sexta-feira, 30 de janeiro, apontando álbum previsto para março Jordan Vilas / Divulgação ♫ CRÍTICA DE SINGLE Título: Marchona Artista: Larissa Luz Cotação: ★ ★ ★ ★ ♬ “Deixa a cabeleira do Zezé / E ele ser o que ele quiser”, propõe Larissa Luz nos versos iniciais de “Marchona” – no que um coro responde de imediato na gravação: “Bicha”. Ao ouvirem “Marchona”, foliões antenados com o histórico do cancioneiro dos Carnavais brasileiros identificarão de imediato a alusão explícita à marchinha “Cabeleira do Zezé” (João Roberto Kelly e Roberto Faissal, 1963), um dos maiores sucessos do Carnaval de 1964 na gravação do cantor Jorge Goulart (1926 – 2012). Em “Marchona”, single que lançará na sexta-feira, 30 de março, apontando a chegada de álbum previsto para março, Larissa Luz demole estereótipos e preconceitos homofóbicos praticados pelos compositores das antigas marchinhas sob a égide do humor folião. O próprio nome da composição “Marchona” – formatada pela artista em estúdio com produção musical assinada por Larissa Luz com Danilo Panda e Ícaro Motta – já faz jogo com as palavras ‘marchinha’ e ‘machona’, termo por vezes usado em referência a mulheres homossexuais. O discurso inclusivo da letra de “Marchona” alveja também o racismo em versos que aludem (de forma um pouco menos evidente) a outras marchinhas de Carnavais do passado. “Reclama de mimimi, mas seu discurso não nega / Quer avacalhar a organização do brega / Então se ligue na condução / Porque a rua é das mona e das Maria Sapatão / O bonde vai se juntar / Preto, viado, sapatona / Não fale bobagem / Cante com a gente a marchona / Alalá ô lá lá ô lala ô / Lalá vem que vem / Aqui na marchona / Ninguém julga ninguém“, avisa Larissa Luz, dando voz aos versos sobre base eletrônica que sustenta boa mistura de brega-funk e frevo com toque de samba-reggae. Primeiro lançamento fonográfico da cantora e compositora baiana em 2026, o single “Marchona” tem fôlego para animar o Carnaval sem brincar com pautas identitárias que merecem respeito nos 365 dias do ano. Capa do single 'Marchona', de Larissa Luz Divulgação

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/01/27/larissa-luz-demole-preconceitos-raciais-e-sexuais-de-antigos-carnavais-no-tom-inclusivo-do-single-foliao-marchona.ghtml


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