Justiça nega prisão domiciliar para PM detido após atirar dentro de casa no litoral de SP
31/05/2026
(Foto: Reprodução) PM é baleado por policiais em rodovia de SP após efetuar disparos dentro de casa
A Justiça de Praia Grande, no litoral de São Paulo, negou o pedido de prisão domiciliar de Hércules Adriano dos Santos, o policial militar da reserva que foi preso após atirar dentro de casa em Mongaguá. Ao g1, o advogado dele informou que aguarda audiência de instrução do réu.
Segundo a Polícia Militar, a ocorrência teve início em 17 de fevereiro, quando a esposa do agente acionou a corporação e relatou que ele havia efetuado um disparo dentro da residência. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o homem deixando o imóvel de carro, o que deu início a uma perseguição que terminou na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega.
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Hércules foi baleado na rodovia, na divisa entre Praia Grande e Mongaguá. De acordo com a PM, os disparos ocorreram diante do “risco iminente” que o homem representava para si e para os motoristas que trafegavam pela via.
PM é baleado por policiais na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, na divisa das cidade de Mongaguá e Praia Grande
Matheus Croce/TV Tribuna e Redes Sociais
Ele foi internado sob escolta policial e denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por posse irregular de arma de fogo, porte ilegal, disparo de arma de fogo, posse de arma com numeração suprimida e resistência.
Conforme apurado pelo g1, Hércules passou por uma cirurgia no fêmur e teve alta do hospital há uma semana, quando foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes.
Prisão domiciliar
O advogado do réu, João Carlos de Jesus Nogueira, encaminhou à Justiça um documento solicitando revogação da prisão preventiva ou substituição por prisão domiciliar devido ao quadro de saúde de Hércules após a lesão no fêmur.
No pedido, o advogado alegou que o policial não é acusado de crime hediondo e possui residência fixa, portanto, pode ser facilmente localizado. No entanto, o juiz Fernando Cesar do Nascimento, da 1ª Vara Criminal de Praia Grande, negou a solicitação.
De acordo com ele, o benefício é destinado a quem esteja “extremamente debilitado por motivo de doença grave”, o que não foi diagnosticado no quadro de Hércules.
“O réu não demonstra insuficiente ou inadequação do tratamento médico que vem recebendo pelo Estado, recebendo alta médica recentemente, a indicar evolução positiva de seu quadro”, afirmou o magistrado.
Defesa
Ao g1, o advogado João Carlos de Jesus Nogueira informou que a decisão foi negada em primeiro grau, mas a defesa aguarda audiência de instrução, debates e julgamento, que está marcada para terça-feira (2) por videoconferência.
Na ocasião, o réu será interrogado e outras oito testemunhas serão ouvidas, sendo cinco policiais do Batalhão de Ações Especiais da Polícia (Baep).
O advogado ressaltou que possui ainda um pedido de habeas corpus, que deve ser julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) no dia 11 de junho.
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