Delegado que prendeu advogada após ela reclamar nas redes sociais de arquivamento de boletim é transferido de cidade

  • 23/04/2026
(Foto: Reprodução)
Delegado que prendeu advogada após ela reclamar de arquivamento de BO é transferido O delegado Christian Zilmon Mata dos Santos, que prendeu a advogada Áricka Rosalia Alves Cunha após ela reclamar nas redes sociais sobre o arquivamento de um boletim de ocorrência, foi transferido de de Cocalzinho de Goiás para a cidade de Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A decisão foi publicada na quarta-feira (22) e assinada pelo Delegado-Geral da Polícia Civil do Estado de Goiás, André Gustavo Corteze Ganga. O g1 entrou em contato com o delegado para que pudesse se pronunciar sobre a transferência, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A transferência ocorreu após um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO). O Conselho Superior da Polícia Civil determinou o afastamento imediato do servidor de suas funções na cidade de Cocalzinho de Goiás a partir de quarta-feira. Além disso, a Diretoria-Geral da Polícia Civil editou a Portaria nº 323/2026, que proibe a atuação de delegados em procedimentos em que tenham envolvimento pessoal, para assegurar a imparcialidade na condução de investigações e evitar conflitos de interesse. "O Delegado de Polícia que for vítima imediata de infração penal deverá observar, para fins de lavratura do respectivo Auto de Prisão em Flagrante Delito, o disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e, reconhecida a suspeição, abster-se da presidência do procedimento policial, caso em que a situação flagrancial deverá ser apresentada ao superior hierárquico imediato", diz trecho da portaria. No domingo (19), uma decisão da Justiça já havia proibido o delegado de atuar em causa própria contra a advogada após um pedido de habeas corpus preventivo apresentado pela OAB-GO. OAB-GO obtém liminar para impedir que delegado atue em causa própria contra advogada Reprodução/Instagram de Christian Zilmon | Reprodução/TV Anhanguer LEIA TAMBÉM: ENTENDA: Advogada é presa após reclamar nas redes sociais que delegado arquivou boletim de ocorrência por falta de policiais; vídeo DECISÃO: Delegado é proibido de atuar em causa própria contra advogada após ameaça de nova prisão, decide Justiça VÍDEO: Delegado nega que tenha monitorado com drone advogada que reclamou nas redes sociais sobre arquivamento de BO Relembre o caso Advogada critica delegado após arquivamento de denúncia por difamação em Goiás A prisão aconteceu na quarta-feira (15), em Cocalzinho de Goiás, após Áricka Rosalia Alves Cunha reclamar e expor, nas redes sociais, o arquivamento de um boletim de ocorrência que havia registrado na delegacia da cidade, referente a um caso de difamação contra ela. Um vídeo mostra o momento em que ela é presa pelo delegado Christian Zilmon (veja acima). A advogada foi solta mediante o pagamento de R$ 10 mil como fiança. Áricka afirmou que o delegado se sentiu ofendido, mesmo sem ter sido criticado por ela, e destacou que apenas publicou sobre o arquivamento do caso. "O delegado se sentiu ofendido por esse post no Instagram, no qual eu demonstro que foi arquivado. Eu não mencionei ele, eu não falei mal da pessoa dele. Eu simplesmente divulguei o ocorrido, o despacho de que foi arquivado", explicou à TV Anhanguera. O delegado Christian afirmou que a advogada foi autuada por desacato, mas que também cometeu os crimes de difamação e desobediência. Segundo ele, a prisão de Áricka foi feita na sua condição de cidadã, e não advogada, e ocorreu após a polícia tomar conhecimento das postagens feitas por ela na internet "com insinuações mentirosas de que a Autoridade Policial age para prejudicá-la". O caso repercutiu após a OAB classificar a prisão como arbitrária e considerar que viola os direitos da advogada à liberdade de expressão. Monitoramento por drone Delegado nega que tenha monitorado com drone advogada que reclamou de arquivamento de B.O. Segundo a OAB, a advogada foi monitorada em sua casa e escritório com o uso de um drone sem autorização judicial. Por outro lado, o delegado negou que isso tenha acontecido. Em um vídeo gravado na segunda-feira (20), Christian afirmou a suspeita é "mentirosa" e mostrou o equipamento dele, que está quebrado (veja acima). "O drone sofreu até uma queda, uma avaria. Tem o registro de voo, provando que estava longe daqui. O suposto perseguidor não voa", relatou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/04/23/delegado-que-prendeu-advogada-apos-ela-reclamar-nas-redes-sociais-de-arquivamento-de-boletim-e-transferido-de-cidade.ghtml


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