Caso Dalto: júri é adiado após defesa dos acusados abandonar sessão em Porto Velho
12/05/2026
(Foto: Reprodução) Caso Edson Dalto
O julgamento dos funcionários acusados de matar o empresário Edson Nascimento Dalto com uma colher de pau foi adiado em Porto Velho após a defesa abandonar o julgamento, dizendo que não teve tempo para analisar documentos colocados no processo. A sessão era prevista para terça-feira (12) e quarta-feira (13) de maio.
➡️Os principais acusados são Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa. Segundo a investigação, Edson Dalto foi morto dentro de uma propriedade rural. A acusação aponta que ele foi agredido com uma colher de pau. Depois, o corpo foi levado e jogado em um rio na região de Candeias do Jamari.
Segundo o promotor de Justiça responsável pelo caso, Marcos Alexandre, a defesa agiu de má-fé ao avisar sobre o problema apenas perto do julgamento. Ele disse que a ação foi uma “nulidade de algibeira”, termo usado quando uma das partes percebe um erro no processo, mas deixa para falar depois para tentar conseguir vantagem.
O promotor também afirmou que o cancelamento prejudicou a família da vítima, que espera por justiça, e os próprios réus, que continuam presos aguardando julgamento.
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Para a família, o sentimento é de revolta e injustiça. Sirley Dalto, irmã da vítima, disse que os familiares querem a condenação dos acusados e que eles respondam pelos crimes que cometeram.
"O que a gente quer é a justiça, a gente quer a sentença, que eles cumpram o crime que eles cometeu. Nada vai trazer meu irmão de volta, mas pelo menos que ele seja penalizado diante da justiça humana. Então a ansiedade é muito grande, muito grande mesmo."
Segundo Sirley, o adiamento do júri aumentou ainda mais a ansiedade da família, que agora terá de esperar uma nova data para o julgamento. Ela contou que as filhas e a esposa da vítima aguardavam pela sessão e que uma das filhas não estava passando bem. Para a família, toda a situação foi desnecessária e tornou o dia ainda mais difícil.
Segundo a defesa dos acusados, faltavam provas consideradas importantes para o caso, como as gravações das audiências feitas durante a primeira fase do processo.
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